Ano de 2000.
Cientistas do mundo todo se reuniram em uma alvoroçada conferencia.
Acontece que eles previam a queda de um asteróide no planeta que poderia gerar uma catástrofe sem precedentes.
A população em pânico nas ruas de nada sabiam e continuavam com suas vidas, enquanto lideres do governo, por trás das portas fechadas de suas salas de reuniões arrancavam os cabelos tentando lidar com a situação.
Alguns sugeriam alertar a população, mesmo com o risco do pânico se instalar. Outros sugeriram inventar uma desculpa qualquer, mas que fosse plausível para retirar a população para abrigos. Outros até mesmo sugeriram enviar um foguete na direção do asteróide para para-lo como em filmes. Hipótese que logo foi derrubada por cientistas, que diziam que mesmo que o asteróide fosse destruído , seus pedaços ainda colidiriam com a Terra e seriam grandes o suficiente para causarem tragédias em todo o Globo.
Novamente os lideres mundiais se viram frente à frente com o Desespero.
Até um grupo dos cientistas encarregados da monitorarão do asteróide enterrar correndo no aposento e dizer que o asteróide estava se movendo SOZINHO!
Como se fosse uma nave com rota programada.
Cadeiras caíram para trás quando os lideres se levantaram num impulso.
Todas as pessoas naquela noite viram algo inexplicável descer dos céus.
Algo que parecia com uma massa pontuda de pedras negras e brilhantes desceu e pousou no meio do oceano, silenciosamente.
E naquele momento a cidade inteira perdeu sua forca e os olhos eram apenas para a pedra negra gigante, que, estranhamente emitia luz.
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Eram 3 da manha quando Grace ouviu a campainha tocar loucamente.
Resmungando sobre quem seria aquela hora e que iria acordar as outras crianças a mulher vestiu um velho e gasto roupão por cima do fino pijama e desceu as escadas.
Quando sua mão tocou a maçaneta a campainha subitamente parou.
Desconfiada a mulher abriu a porta levemente e olhou para fora.
Nada.
Foi sua primeira impressão, mas um pequenino resmungo chamou sua atenção e a mulher olhou para baixo.
Lá estava, um bebê. Pequenino e com as bochechas coradas.
Grace se apressou em pegar o pequeno ser do chão e cobri-lo como pôde com o roupão e os braços.
Era uma menina.
Uma bela menininha de pequenos lábios rosados e cabelos lisos de um loiro tão claros e leves que pareciam feitos de nuvens brancas.
A garotinha deu outro pequeno resmungo e abriu os olhos.
Olhos azuis. Tão claros e brilhantes quanto pequenos pingentes de gelo.
Grace ouviu um barulho às suas costas.
Quando se virou se deparou com uma pequena multidão de pequenos com olhos cheios de curiosidade.
Ela sorriu e mostrou a bebê para eles.
-Parece que temos mais um membro para a família.-disse enquanto todos se ajuntavam para acariciar o bebe sorridente em seus braços.
No pescoço da criança brilhava uma pequena corrente de ouro, com uma brilhante e polida pedra negra de pingente.